quarta-feira, 8 de maio de 2013

Governo acusa Petrobras de intransigência


Governo acusa Petrobras de intransigência

Responsável pelo direito de exploração dos postos de gasolina na Paralela, a Petrobras, de acordo com o governador Jaques Wagner, vem se mantendo intransigente quanto à saída dos postos da área, que devem ser retirados para dar lugar às obras da linha 2 do metrô. Wagner informou na manhã desta quarta-feira (8) que terá uma reunião com o presidente do Tribunal de Justiça, Mário Alberto Simões Hirs para tratar do impasse.

A concessão para a estatal venceu em setembro do ano passado. No local, será implantada a linha 2 do metrô, que ligará Lauro de Freitas à Avenida Bonocô. No posto 1, também será instalado o canteiro de obras para construção do Complexo Viário do Imbuí, com a implantação de viadutos para melhorar o fluxo de veículos na via. “A Petrobras é uma empresa amiga, temos a melhor relação com a direção da Petrobras. É uma empresa poderosa, mas não é maior que o Estado, não é maior do que o interesse público. A Petrobras está criando problemas”, afirmou Wagner.

O governador ressaltou que a questão acabou na justiça contra a sua vontade. “O canteiro central da paralela é nosso, é do poder público. Os postos estão ali por concessão. E os contratos já estão vencidos, não foram renovados exatamente porque vai passar o metrô e a menos que se ache uma solução de convivência não tem como ter um atual posto na Paralela. Eu não vou prejudicar a população para garantir o posto de gasolina da Petrobras. Podia ser de qualquer um”.

O governador citou o exemplo da Via Expressa, que ligará a BR-324 ao Porto de Salvador, onde foram realizadas 650 desapropriações de imóveis, a maior parte dela por meio de diálogo e entendimento com os proprietários, resultando em uma obra que será inaugurada em agosto e com reflexos positivos já visíveis no trânsito da capital. “É de direito do poder público desapropriar qualquer área para interesse maior”, concluiu.

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domingo, 5 de maio de 2013

Governo do Estado cria comissão mas luta da categoria continua


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O governo do Estado da Bahia atendeu a primeira das exigências dos Policiais Militares, votadas durante assembleia do dia 11 de abril último, que foi a de “institui um Grupo de Trabalho com a finalidade de promover estudos e elabora, de forma integrada, proposta de reestruturação e modernização organizacional da Policia Militar do Estado da Bahia (PMBA)”, diz nota.
A informação foi publicada no Diário Oficial da Bahia deste 4 e 5 de maio. Agora, a categoria se prepara para se reunir em assembleia, no dia 9 de maio, às 15 horas, no Ginásio dos Bancários, para discutir outras exigências tais como a revisão do benefício Condições Especiais de Trabalho (CET) dos PMs a ser aplicado de forma justa e igualitária, o encaminhamento para a reserva dos policiais militares com mais de 30 anos ininterruptos de serviço.
Na quinta-feira, a categoria ainda vai discutir sobre o não reajuste dado pelo Governo do Estado para o funcionalismo público. “Isso não foi reajuste foi reposição da inflação. Não vamos aceitar”, afirma o vereador Soldado Prisco.
Para 2013, a categoria ainda quer a resolução das promessas feitas pelo governo do Estado durante a greve da categoria, que acabou no dia 11 de fevereiro do ano passado, e ainda não foram cumpridas.
Entre as reivindicações, está a anistia dos cerca de 100 militares que ainda respondem pela participação no movimento grevista do ano passado, mesmo após o governador Jacques Wagner se comprometer, inclusive através da grande mídia, a não impor sanções à categoria.
“Nossa luta não acabou. Temos muito outras propostas ainda não foram analisadas pelo Governo do Estado. Nossa batalha continua e contamos com a força da categoria que deve lotar nossa assembleia no dia 9 de maio com pelo menos 10 mil guerreiros”, afirma o vereador Marco Prisco, presidente da Aspra.
A comissão será formada por representantes das secretarias de segurança pública, administração, da Casa Civil, representante dos Policiais Militares e da Procuradoria Geral do Estado. Segundo o artigo quarto, “o Grupo de Trabalho deverá finalizar as atividades no prazo de 180 dias, contados da data de publicação deste decreto com a apresentação de relatório (…)”, diz a publicação do Diário Oficial do Estado da Bahia deste 4 e 5 de maio.
* Com informações da assessoria de comunicação.

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sábado, 4 de maio de 2013

Professores das universidades rejeitam acordo salarial


Professores das universidades rejeitam acordo salarial

Categoria não acatou o acordo feito ontem entre o governo do estado e os servidores públicos para o reajuste do salário de 2013

Rafael Rodriguesrafael.rodrigues@redebahia.com.br
De fora da mesa de negociações, o Fórum das Ades (associações dos professores das universidades estaduais) não acatou o acordo feito nesta sexta-feira entre o governo do estado e os servidores públicos para o reajuste do salário de 2013. A categoria realizou nesta sexta-feira (3) manifestação na frente da Governadoria. 
“Desde janeiro que sentamos para conversar  e eles nos garantiram lá atrás que o linear seria de 5,84%. Agora voltam atrás?”, reclamou Zozina Almeida, coordenadora do fórum que reúne professores das quatro universidades estaduais baianas. Os professores ameaçam iniciar uma greve, caso não haja acordo com a categoria em negociação na mesa setorial. 
Eles pedem 28% de aumento, para equiparar os salários com os que são pagos pelas universidades estaduais do Ceará, a que melhor remunera no Nordeste. O estado, em contraproposta, ofereceu 4% de aumento para  2014. 
O governador Jaques Wagner preferiu não polemizar com os professores. “A posição deles, eu respeito, estamos na democracia. O orçamento das universidades estaduais cresceu muito no nosso governo, mas a gente tem limite. Eu prefiro falar do maior número das categorias, que mostrou uma maturidade para entender que nem sempre o céu é o limite”. 
Além dos professores, também não concordaram com o reajuste os funcionários do Derba. “É absurdo, eles nem corrigiram a inflação oficial”, disse o presidente do sindicato da categoria, Nilton Ramos.