quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
sábado, 27 de dezembro de 2008
Prefeitura: ônibus a R$ 2,20
Valmar Hupsel Filho, do A TARDE
O secretário municipal de Transportes e Infra-Estrutura, AlmirMelo Jr, informou na sexta-feira, 26, que vai levar para a reunião com o representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps), na última segunda-feira, proposta de reajuste de 10% no valor da tarifa de ônibus, em relação ao preço atual, o que fixaria a passagem em R$ 2,20.
O percentual é menor que a inflação de 11,64% registrada entre janeiro de 2007 e novembro deste ano, período em que a tarifa ficou em R$ 2. “O que a prefeitura determinar, nós vamos cumprir”, comentou na sexta o presidente do Setps, Horácio Brasil, que preferiu tomar conhecimento oficial para opinar sobre o valor do reajuste.
No último dia 23, o sindicato encaminhou ofício para a prefeitura apresentando valor de R$ 2,45, um reajuste de 22,5% na tarifa da passagem de ônibus (10% a mais que a inflação). Brasil justifica que, nos últimos dois anos, houve aumento de 17% no diesel, 9,2% em mão-de-obra, 20% em pneus e 12,5% nas peças e acessórios. “O ideal seria se houvesse reajustes anuais para evitar valores defasados”, disse.
Tanto o secretário quanto o presidente do sindicato defendem que os governos estadual e federal devem subsidiar a passagem de quem tem direito à gratuidade – policiais civis e militares, servidores estaduais e federais da Justiça e dos Correios. “Não queremos que o policial pague a passagem, mas que seu patrão (o governo) pague, como fazem os empresários da iniciativa privada”, disse Brasil.
A iminência do aumento na tarifa de ônibus, no entanto, já movimentou representantes de entidades civis. Está prometida uma manifestação em frente à Câmara Municipal no próximo dia 30, data de realização de uma audiência pública para discutir o tema. “Acamparemos na porta da Câmara”, garantiu o coordenador político da Associação Metropolitana dos Usuários de Transportes (Amut), André Amorim, para quem as planilhas de custos – que fundamentam o valor de cálculo – são “viciadas”.
Ele também critica a ausência de licitação para escolha de empresas de transporte. “O mesmo grupo que está aí há 50 anos lesando a população”, disse. Amorim informou que o Ministério Público vai realizar uma intervenção nas empresas de transporte.
SC pede ajuda à Força Nacional com greve da polícia
Agencia Estado
Cerca de 150 agentes da Força Nacional de Segurança deverão desembarcar em Santa Catarina até terça-feira para suprir a falta de policiamento por causa da paralisação de 34 unidades militares em várias cidades. O pedido foi feito pelo governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) por meio de ofício encaminhado ontem ao Ministério da Justiça. Os militares se mostram irredutíveis em resposta ao não cumprimento da Lei Complementar 254, sancionada em 2003, que estabelece reajuste escalonado de salários de até 93% - desde então, apenas metade foi pago.
A greve, que fecha quartéis com a participação de mulheres e filhos dos militares, já foi considerada ilegal pela Justiça. Ontem, o desembargador de plantão do Tribunal de Justiça determinou a liberação dos prédios sob pena de multa diária de R$ 90 mil à Associação dos Praças de Santa Catarina (Aprasc).
A Aprasc também quer que seja efetivado o plano de carreira, aprovado em 2006. O governo catarinense alega que a arrecadação do Estado caiu 13,4%, com uma perda de R$ 108 milhões nos últimos 30 dias por causa da tragédia que destruiu várias cidades catarinenses e causou a morte, oficialmente, de 132 pessoas. O presidente da Aprasc, Amauri Soares, afirmou que cerca de 4 mil policiais aderiram ao movimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Setps solicita aumento de tarifa de ônibus
Marjorie Moura, do A TARDE
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps) encaminhou ofício para a prefeitura solicitando reajuste de 22,5% da tarifa de ônibus. Com isso, as passagens passariam de R$ 2 para R$ 2,45.
O secretário municipal de Transportes e Infra-Estrutura, Almir Melo Jr, considerou fora da realidade a reivindicação, mas declarou que analisará as planilhas das empresas de ônibus para definir o índice de reajuste, que será anunciado nos próximos dias.
A última majoração das tarifas foi autorizada em 19 de janeiro de 2007. Na ocasião, houve aplicação do índice de 17,65% (o preço subiu de R$ 1,70 para R$ 2). Se este percentual for concedido, as passagens custarão R$ 2,35.
De acordo com o secretário, a questão deve ser conduzida como política pública e não apenas de forma pontual. Por isso, está se buscando o barateamento da tarifa de todas as maneiras, como a redução do excesso de gratuidades e a negociação para a diminuição do ICMS incidente sobre o óleo diesel com a Secretaria da Fazenda estadual.
Reação do usuários – Ao tomar conhecimento do ofício encaminhado pela prefeitura, A TARDE percorreu pontos de ônibus da capital para saber a opinião dos usuários. A vendedora de planos de saúde Silvana Araújo, 29 anos, considera um absurdo o provável aumento. “É muito ruim ter que pagar mais por um transporte sem qualidade, que está sempre lotado. Pego ônibus quatro vezes por dia e é sempre a mesma coisa. Um serviço péssimo”, reclama.
Para o office-boy Jailson Barreto, 34 anos pela precariedade do transporte de massa oferecido em Salvador, seria um desrespeito aumentar a passagem. “Pego uns seis coletivos por dia. O que a gente vê são carros muito ruins mesmo trafegando por aí. Os coletivos andam lotados e o serviço não melhoria. Ainda por cima essa obra do metrô, que já tem vários anos e não sai”, disse.
Outra passageira que vê com muita contrariedade o possível aumento da tarifa de ônibus é a secretária Solange Souza, 27 anos. “Moro em São Thomé de Paripe e trabalho perto do Iguatemi. Depois ainda vou para a faculdade. Tenho que tomar cinco ônibus por dia. O pior é que os coletivos estão sempre lotados. É muito difícil a vida de quem anda de transporte em Salvador. Não tem conforto nenhum. É uma situação que a gente tem de conviver, porque nada muda”, queixa-se a secretária.