domingo, 11 de maio de 2008

Varela fica a um passo da candidatura

O vice-presidente José Alencar participou do lançamento da pré-candidatura, em Salvador
Luiza Torres - Correio da Bahia
O vice-presidente da República, José Alencar (PRB), esteve ontem em Salvador para participar do Encontro Republicano de lideranças baianas, promovido pelo PRB, com o objetivo de anunciar a pré-candidatura do apresentador Raimundo Varela (PRB) à prefeitura da capital. O evento aconteceu um dia depois da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve na Bahia para assinar ordens de serviço e anunciar programas para o estado.
O encontro de ontem, realizado na casa de eventos Unique, na Avenida Tancredo Neves, focou na candidatura de Varela. Em seu discurso, o vice-presidente José Alencar pediu aos militantes do PRB e à platéia – formada majoritariamente por moradores de bairros populares, que votassem no apresentador e radialista. “Este é o início de um trabalho efetivo em Salvador, porque Varela cuida da causa pública desta cidade”. De acordo com ele, o partido lançará candidatos em diversas capitais brasileiras, como no Rio de Janeiro. Já as declarações do pré-candidato do PRB foram totalmente emocionais, dando ênfase principalmente à pobreza nos bairros periféricos.
O evento promovido pela legenda contou com a presença de outros pré-candidatos à prefeitura de Salvador, a exemplo do deputado federal ACM Neto (DEM) e do presidente do PSDB, Antonio Imbassahy. O deputado ACM Neto explicou que sua presença tinha como objetivo atender ao convite do apresentador e prestigiar a visita do vice-presidente da República. “Estou aqui porque esta é uma ação que reunirá diversos partidos e o DEM achou melhor atender ao convite”.
Neto afirmou que tem conversado com Varela sobre as questões que envolvem Salvador, mas negou que esse diálogo envolva estratégias para o segundo turno. O senador Antonio Carlos Júnior (DEM) também acredita ser cedo para alguma conversa sobre o segundo turno. Para ele, os partidos devem sempre dialogar e não ter uma disputa acirrada.Outras lideranças políticas também compuseram a mesa, como os senadores César Borges (presidente estadual do PR), Marcelo Crivella (pré-candidato do PRB à prefeitura do Rio de Janeiro), o presidente nacional do PRB, Vitor Paulo e o presidente regional, Valdir Trindade.
***
DEM, PSDB e PR prestigiam evento do PRB
Apesar de ter anunciado sua pré-candidatura, o apresentador Raimundo Varela continua sem querer revelar quais legendas poderão compor sua coligação. Ele citou apenas o processo de negociação que tem estabelecido com o Partido da República (PR), que tem como presidente o senador César Borges, que também estava no evento de ontem. O pré-candidato mais uma vez afirmou que está dialogando com várias siglas e que nada está definido ainda, apesar de faltar menos de um mês para as convenções partidárias. “Estamos conversando com todos os segmentos partidários. Na verdade, ainda não existe candidaturas, só pré-candidatos. Portanto, só em junho poderemos conhecer os que realmente disputarão a prefeitura de Salvador. O importante é que estamos interessados em formar uma aliança preocupada com o lado social de Salvador”, disse Varela.
O presidente do PR baiano, senador César Borges, garantiu que a sua presença no evento não significava um apoio ao pré-candidato Raimundo Varela. Borges afirmou que foi prestigiar a presença do vice-presidente José Alencar (PRB). “Estou aqui como amigo e não para apoiar Varela politicamente. O PR ainda não tomou sua decisão, mas chegará o momento. Não se pode considerar minha presença aqui como uma decisão política, porque não é isto que significa”.
O pré-candidato Antonio Imbassahy (PSDB) também afirmou que estava no evento por causa da visita do vice-presidente da República. Ele acredita que o fato de almejar a prefeitura de Salvador não significa que ele tenha que deixar de prestigiar ações de outros prefeituráveis. “A política é uma arte da convivência e da harmonia. É preciso que todos dialoguem democraticamente”. De acordo com Imbassahy, além de conversar sobre o primeiro turno das eleições, há também um diálogo sobre o segundo turno. “Já estamos nos preparando para essa possiblidade. Tenho conversado com todas as legendas, inclusive com a ala do governo do estado que é multipartidária”.
Durante o evento, o também pré-candidato a prefeitura no Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), tentou tranqüilizar o colega baiano, afirmando que por duas vezes fez campanha sozinho sem apoio de nenhum partido, sem alianças, apenas com suas “próprias pernas”.
Até o momento, o único a apresentar partidos que irão fazer parte de sua coligação foi o deputado ACM Neto. Em evento realizado na última sexta-feira, o pré-candidato democrata recebeu apoio do PRP, PTdoB e PSDC.

Canteiro de obras e congestionamentos

Explosão imobiliária na Paralela pode transformar via expressa em um dos piores locais para se trafegar em Salvador
Alexandre Lyrio - Correio da Bahia

O que foi planejado para ser uma das principais artérias de escoamento de tráfego em Salvador não passa hoje de um estreito e embaraçado gargalo de passagem de veículos. Pior: em uma projeção futura, a circulação pela já apertada Avenida Luiz Viana Filho, a Paralela, tende a se tornar insuportável. Às margens da via se constróem atualmente nada menos do que 28 grandes empreendimentos residenciais, segundo números da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi). Se multiplicado o total de 3.874 novas unidades habitacionais, previstas para serem entregues até 2010, com a média de dois carros por família, estima-se que a via receba um incremento de 7.748 veículos em dois anos. Enquanto a construção de viadutos e o próprio metrô são apontados pela prefeitura como soluções do novo plano diretor, urbanistas e especialistas em engenharia de tráfego criticam duramente as saídas apontadas para desafogar o trânsito no local.
Concebida no final da década de 1960, ainda na gestão do então prefeito Antonio Carlos Magalhães, a Paralela serve para a circulação diária de algo em torno de 250 mil veículos. O número corresponde a mais de um terço de toda a frota de 600 mil automóveis de Salvador. A lentidão maçante de uma pista classificada como via expressa, onde os carros deveriam circular em alta velocidade, não chega mais a surpreender os usuários, principalmente nos horários de pico. Mas o novo volume de veículos que passará a circular pela região pode trazer sérios impactos ao já ultrapassado sistema viário.
Uma via expressa como a Paralela não deveria sequer sustentar interseções em nível, como são as avenidas Orlando Gomes e Jorge Amado. Os próprios retornos também são considerados abomináveis. Mas há um problema ainda mais grave, que extrapola os contornos da via e está mais relacionado ao ordenamento territorial. A última lei de uso do solo do município data de 1984. Defasada, não leva em conta os estudos de impacto. Um dos mais respeitados urbanistas de Salvador, o professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Luiz Antônio de Souza enxerga na construção desordenada de empreendimentos às margens do corredor viário um irresponsável processo de organização e estruturação do território.
A única e melancólica previsão do especialista é de completo e irreversível caos, sem solução através de medidas paliativas. “A Paralela é um exemplo de que Salvador deixou de ser pensada. O que se está implantando ali são grandes geradores de tráfego, enquanto poderia se pensar em áreas de lazer, escolas e até postos de saúde”, sugere. Para Luiz Antônio, Salvador deveria ser pensada do ponto de vista urbanístico e não imobiliário. “É uma forma avassaladora e gratuita de uso do solo. O PDDU é um grande absurdo. Está se atendendo apenas aos interesses privados. E a cidade?” questiona.
A densidade populacional e automotiva acrescida pelos novos empreendimentos apenas somam-se aos problemas trazidos pelas inúmeras faculdades, supermercados, parques de exposições e Wet´n Wilds da vida, que já contribuem para a obstrução do tráfego. Alguns deles fazem surgir estacionamentos improvisados nos canteiros centrais e laterais. Na velocidade com que os novos e imensos esqueletos de argamassa e vigas de ferro surgem sobre as áreas de mata atlântica, a capital baiana começa a ganhar status de paulicéia. Não no que diz respeito ao caráter de desenvolvimento, mas sim em relação ao trânsito. “Estamos longe de ser uma metrópole como São Paulo, mas muito perto de termos um trânsito comparável ao da maior cidade do país”, prognostica Luiz Antônio de Souza.
***
GIGANTES DE CONCRETO
Somente até 2010, já estão previstas a edificação de quase três dezenas de gigantes de concreto na Avenida Paralela. Os números da Ademi não levam em conta a construção de casas, edifícios comerciais e instituições de ensino, como shoppings e faculdades. Mas nada cresce em ritmo tão acelerado quanto a demanda por enormes prédios residenciais, principalmente os condomínios habitacionais de luxo. Confira alguns empreendimentos.
SHOPPING PARALELASerão 350 lojas, seis salas de cinema e 2.400 vagas cobertas de garagem.
ALPHAVILLE SALVADORO empreendimento da Alphaville Urbanismo dispõe de 432 lotes onde podem ser construídos casas e prédios. Segundo a Associação de Moradores, 97 casas já estão habitadas e outras 72 estão em construção. Doze prédios vinculados a cinco construtoras diferentes começam a se erguer, e novos lançamentos são anunciados.
ALPHAVILLE SALVADOR 2 O novo condomínio começa a sair da planta. O projeto conta com 528 lotes residenciais, 17 comerciais e cinco lotes para prédios residenciais. Quando tudo estiver pronto, a estimativa é abrigar 2.240 moradores.
LE PARC
O empreendimento da Cyrela/Andrade Mendonça terá 1.142 apartamentos distribuídos em 18 torres.
***
SET aposta em vias marginais
Um plano funcional aprovado em decreto-lei de 2002 é o “trunfo” da Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET) para desobstruir a circulação dos carros na Paralela. O decreto 12.758 prevê que os novos empreendimentos que serão instalados na via sejam obrigados a construir acessos especiais aos imóveis, as chamadas vias marginais, com pouco mais de 9m de largura. A gerente de Planejamento da SET, Gisnaia Sampaio, espera que, no futuro próximo, toda a extensão da avenida seja alargada por margeamento, como já acontece em trechos como na altura do supermercado Extra e do antigo prédio do Correio da Bahia.
O recém-inaugurado Salvador Shopping teria implantado o sistema viário previsto no mesmo plano funcional. “Como você vê, ali as vias marginais deram certo. Não há motivos para alerta. Temos, sim, planos eficientes para a Paralela”, assegura Gisnaia. O urbanista Luiz Antônio de Souza discorda. Na sua visão, implantar as vias marginais é adequar a cidade aos empreendimentos, quando deveria ocorrer o contrário. “Alargar a via não adianta, porque logo na frente tem um gargalo. O motorista desacelera para entrar e para sair”, ensina. Por enquanto, a SET tem apostado mesmo em medidas paliativas, a exemplo do fechamento diário do retorno nas proximidades do supermercado Extra, entre às 6h30 e 9h.
***
Principal vetor de crescimento
A Paralela é hoje o principal vetor de crescimento de Salvador. Em resposta aos críticos da explosão de imóveis no local, a própria Ademi diz não saber apontar para que outra direção a cidade poderia avançar, e responsabiliza o poder público pela falta de planejamento. “Salvador cresce uma Feira de Santana a cada dez anos. Para onde eu vou mandar essas pessoas? Para a Barra? Para a Graça? Se a prefeitura não realiza obras pesadas de infra-estrutura, só posso construir na Paralela”, conclui um dos conselheiros e ex-presidente da associação, Luiz Augusto Amoêdo.
“É o desenvolvimento”, define Antônio Andrade Mendonça Jr., diretor da Andrade Mendonça, quando perguntado sobre os impactos do Le Parc no sistema viário da Paralela. O empreendimento é fruto da parceria com a empresa paulista Cyrela.
“Vamos construir outros 600 apartamentos residenciais ao lado das Faculdades Jorge Amado”, anuncia. No Imbuí, outras 1.320 unidades habitacionais são construídas no momento. Isso sem se levar em conta o “Novo Imbuí”, que ainda não saiu da planta, mas prevê a construção de 12 torres, num total de 960 unidades habitacionais.
***
HORÁRIOS CRÍTICOS
A SET aponta os horários e os locais onde se concentram os congestionamentos na Avenida Paralela. Segundo o órgão, entre às 7h15 e às 9h, e entre às 17h30 e 20h, todo o tráfego da via fica complicado, especialmente a partir do Posto 2, sentido aeroporto, até o final da via.
***
Viadutos desatariam nós viários
Tendo em mãos o novo Plano Diretor de Desenvolvimendo Urbano(PDDU) da cidade, o coordenador de Desenvolvimento da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplam) parece ter os mapas e segredos para desatar os nós viários da Paralela. Fernando Teixeira estende sobre a mesa a cartografia do futuro de Salvador, com a maior escala possível da Luiz Viana Filho. Além das previstas vias marginais, a construção de viadutos e a instalação da linha 2 do metrô são apontados como as formas mais eficientes de eliminar os congestionamentos.
Atualmente, a Paralela é equipada pelos viadutos Luís Eduardo Magalhães, Dona Canô e os viadutos do CAB e da primeira rótula do aeroporto. O novo plano prevê a construção de pelo menos mais três desníveis que cortarão o corredor viário. O primeiro ligaria as avenidas Jorge Amado e Edgard Santos. Outro faria a ligação entre a Orlando Gomes e a futura Avenida 29 de Março, que desemboca na BR-324. Há também a previsão de ampliação do viaduto Dona Canô, unindo definitivamente as avenidas Pinto de Aguiar e Gal Costa. O chefe do Departamento de Transporte da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Élio Santana Fontes, considera os viadutos uma solução ultrapassada. “Os viadutos são obras caras que enfeiam a cidade. Não resolvem a longo prazo”, decreta.
O urbanista Luiz Antônio de Souza emenda: “O viaduto é um aleijão. Ou ele surge dentro de um projeto maior, ou ele vai funcionar como prótese. Nada mais tosco para a arquitetura”. Mas o próprio coordenador da Seplam admite que as reformas viárias devem vir acompanhadas de profundas transformações no sistema de transportes de alta capacidade. Aí entraria o esperado e cada vez mais distante metrô de Salvador, “empacado” ainda na primeira etapa das obras. Indutor de desenvolvimento urbano, o meio de transporte facilitaria a circulação. Mas o próprio Élio Santana Fontes reconhece que as obras têm sido muito lentas e não acompanham o desenvolvimento urbano da via. “Além do mais, você não pode colocar o metrô como a solução para um problema que é de uso do solo”, reflete.
A Tarde On Line
Veja os destaques das exposições de artes visuais em Salvador
A relação de 25 anos da italiana Patrizia Giancotti com a Bahia, especialmente as festas populares, os ritos de candomblé e a obra de Jorge Amado, resultou na instalação fotográfica "A Alma da Bahia", que tem sua abertura para convidados nesta segunda, 12, às 19h no subsolo do casarão do Museu de Arte Moderna (MAM) na Av. Contorno, e fica aberta para visitação do público até o dia 08 de junho, com entrada gratuita, das 9 às 19h.Patrizia começou a vir para a Bahia nos anos 80, quando conheceu o escritor Jorge Amada e Zélia Gattai. Através do casal, a fotógrafa e antropóloga começou a ter contato com personalidades locais como Pierre Verger, Dorival Caymmi, Mário Cravo e Caetano Veloso, além de se aproximar de temas do universo afro-descendente baiano, que são apresentadas nas 100 fotos da instalação, fruto dos 25 anos de sua pesquisa.Essa relação de Patricia e Jorge Amado pode ser conferida na instalação, já que as fotos são acompanhadas de textos do escritor baiano, que escolheu pessoalmente, em 1991, o que acompanharia cada imagem.Serviço:O quê: Instalação Fotográfica A Alma da Bahia, com 100 fotos da italiana Patrizia Giancotti.Onde: Subsolo do Casarão do Museu de Arte Moderna (MAM), na Avenida Contorno s/nº.Quando: de 13 de maio a 08 de junho, das 9 às 19h.Valor: Entrada franca.Informações: www.mam.ba.gov.br - 31166141/6139.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Dieese: cesta básica sobe nas 16 capitais pesquisadas

Agencia Estado
O preço da cesta básica subiu em abril em todas as 16 capitais pesquisadas mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O aumento dos preços dos itens que compõem a cesta foi generalizado, apontou o Dieese, que atribuiu o movimento a fatores climáticos, pressões do mercado internacional e à alta dos insumos, como adubo e fertilizantes derivados do petróleo.Fortaleza foi a cidade que registrou o maior avanço no preço da cesta básica, de 7,84%, seguida por Belo Horizonte (6,95%), Brasília (6,67%), João Pessoa (6,51%), Belém (6,40%) e Curitiba (6,37%). Já os menores aumentos ocorreram em São Paulo (1,73%) e Goiânia (1,97%).Apesar do resultado moderado do mês, a cesta básica de São Paulo foi a segunda mais cara da pesquisa, com valor de R$ 227,81 de acordo com a apuração do Dieese. O forte aumento verificado em Belo Horizonte fez com que a cesta básica da capital mineira fosse a mais cara do levantamento, de R$ 228,32. Já a terceira posição ficou com Porto Alegre, onde a cesta foi encontrada por R$ 226,78. Na outra ponta, as cestas mais baratas foram as de Recife (R$ 172,18), Aracaju (R$ 173,29) e Salvador (R$ 176,66).No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, os maiores aumentos foram identificados em Fortaleza (19,25%), João Pessoa (16,64%) e Rio de Janeiro (14,29%). As menores altas acumuladas foram registradas em Aracaju (1,24%) e Goiânia (2,29%). No período de 12 meses até abril, as maiores elevações do preço da cesta básica foram verificadas em Belo Horizonte (29,79%), João Pessoa (28,87%) e Natal (25,92%). Já as menores variações na mesma base de comparação foram registradas em Porto Alegre (13,91%) e Aracaju (15,18%). Em São Paulo, a cesta básica acumula alta de 6,14% em 2008 e de 20,66% no período de 12 meses.

Empresários de ônibus de Salvador querem rever o valor da tarifa

Adilson Fônseca, do Jornal A Tarde
A prefeitura bateu pé firme e rechaçou a proposta dos empresários de ônibus, que querem uma revisão no atual valor da tarifa, alegando uma defasagem de 14%, causada pelo recente aumento no preço do óleo díesel. O documento, que será entregue nesta terça-feira, 6, tanto ao prefeito João Henrique como ao secretário Municipal dos Transportes e Infra-estrutura, Almir Melo, mostra que o custo atual da tarifa é de $ 2,28, contra os R$ 2,00 cobrados à população desde janeiro de 2007.
Segundo o documento, o reajuste no preço do litro do óleo diesel, em 8,8%, aumentou o custo real da tarifa de R$ 2,24 para R$ 2,28. O porta-voz dos empresários é o superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps), Horácio Brasil. Ele aponta como medidas urgentes a desoneração do óleo diesel, com a redução da alíquota do ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e serviços), hoje em 17,5% e a regulamentação da gratuidade ou a concessão do reajuste.
“Se nenhuma dessas medidas forem adotadas, os prejuízos aumentarão e ficará difícil implantar ações como a modernização da frota”, argumenta Horário Brasil.
Consultado a respeito, o secretário dos Transportes, Almir Melo, garantiu que não há risco de reajuste da tarifa. Segundo ele, o Decreto n° 17.127, de 19 de janeiro de 2007, que estabeleceu a tarifa atual em R$ 2,00 e congelou o valor até janeiro de 2009, será mantido. "Acima do pleito dos empresários está a lei, e esse assunto sequer vai ser discutido“, garantiu.