sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Joelmir, por Mauro Beting



Imagem: Jornal da Band

Joelmir Beting foi a inteligência, bom humor e discernimento a serviço do jornalismo. E foi além. Um aula ambulante de elegância e concisão a este mundo desleixado e prolixo. À familia Beting, com quem convivo dentro e fora dos gramados profissionais, o meu carinho e sentimentos.
O jornalista Mauro Beting, meu colega de Band e de reunião de pais na escola dos nossos filhos, estava trabalhando, nos ares da Rádio Bandeirantes, quando soube da morte do pai. Era uma e quinze da madrugada desta quinta-feira, quando ele leu a carta de despedida abaixo.


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De Mauro Beting sobre o pai dele: Joelmir
Nunca falei com meu pai a respeito depois que o Palmeiras foi rebaixado. Sei que ele soube. Ou imaginou. Só sei que no primeiro domingo depois da queda para a Segunda pela segunda vez, seu Joelmir teve um derrame antes de ver a primeira partida depois do rebaixamento. Ele passou pela tomografia logo pela manhã. Em minutos o médico (corintianíssimo) disse que outro gigante não conseguiria se reerguer mais.
No dia do retorno à segundona dos infernos meu pai começou a ir para o céu. As chances de recuperação de uma doença autoimune já não eram boas. Ficaram quase impossíveis com o que sangrou o cérebro privilegiado. Irrigado e arejado como poucos dos muitos que o conhecem e o reconhecem. Amado e querido pelos não poucos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
Meu pai.
O melhor pai que um jornalista pode ser. O melhor jornalista que um filho pode ter como pai. Preciso dizer algo mais para o melhor Babbo do mundo que virou o melhor Nonno do Universo? Preciso. Mas não sei. Normalmente ele sabia tudo. Quando não sabia, inventava com a mesma categoria com que falava sobre o que sabia.
Todo pai é assim para o filho. Mas um filho de jornalista que também é jornalista fica ainda mais órfão. Nunca vi meu pai como um super-herói. Apenas como um humano super. Só que jamais imaginei que ele pudesse ficar doente e fraco de carne. Nunca admiti que nós pudéssemos perder quem só nos fez ganharPor isso sempre acreditei no meu pai e no time dele. O nosso.
Ele me ensinou tantas coisas que eu não sei. Uma que ficou é que nem todas as palavras precisam ser ditas. Devem ser apenas pensadas. Quem fala o que pensa não pensa no que fala. Quem sente o que fala nem precisa dizer. Mas hoje eu preciso agradecer pelos meus 46 anos. Pelos 49 de amor da minha mãe. Pelos 75 dele. Mais que tudo, pelo carinho das pessoas que o conhecem, logo gostam dele. Especialmente pelas pessoas que não o conhecem, e algumas choraram como se fosse um velho amigo.
Uma coisa aprendi com você, Babbo. Antes de ser um grande jornalista é preciso ser uma grande pessoa. Com ele aprendi que não tenho de trabalhar para ser um grande profissional. Preciso tentar ser uma grande pessoa. Como você fez as duas coisas.
Desculpem, mas não vou chorar. Choro por tudo. Por isso choro sempre pela família, Palmeiras, amores, dores, cores, canções. Mas não vou chorar por algo mais que tudo que existe no meu mundo que são meus pais. Meus pais, que também deveriam se chamar minhas mães, sempre foram presentes. Um regalo divino.
Meu pai nunca me faltou mesmo ausente de tanto que trabalhou. Ele nunca me falta por que teve a mulher maravilhosa que é dona Lucila. Segundo seu Joelmir, a segunda maior coisa da vida dele. Que a primeira sempre foi o amor que ele sentiu por ela desde 1960. Quando se conheceram na rádio 9 de julho. Onde fizeram família. Meu irmão e eu. Filhos do rádio. Filhos de um jornalista econômico pioneiro e respeitado, de um âncora de TV reconhecido e inovador, de um mestre de comunicação brilhante e trabalhador.
Meu pai.
Eu sempre soube que jamais seria no ofício algo nem perto do que ele foi. Por que raros foram tão bons na área dele. Raríssimos foram tão bons pais como ele. Rarésimos foram tão bons maridos. Rarissíssimos foram tão boas pessoas. E não existe outra palavra inventada para falar quão raro e caro palmeirense ele foi. Mas sempre é bom lembrar que palmeirenses não se comparam. Não são mais. Não são menos. São Palmeiras. Basta.
Como ele um dia disse no anúncio da nova arena, em 2007, como esteve escrito no vestiário do Palmeiras no Palestra, de 2008 até a reforma: “explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… é simplesmente impossível!.
A ausência dele não tem nome. Mas a presença dele ilumina de um modo que eu jamais vou saber descrever. Como jamais saberei escrever o que ele é. Como todo pai de toda pessoa. Mais ainda quando é um pai que sabia em 40 segundos descrever o que era o Brasil. E quase sempre conseguia. Não vou ficar mais 40 frases tentando descrever o que pude sentir por 46 anos.
Explicar quem é Joelmir Beting é desnecessário. Explicar o que é meu pai não estar mais neste mundo é impossível.
Nonno, obrigado por amar a Nonna. Nonna, obrigado por amar o Nonno. Os filhos desse amor jamais serão órfãos.
Como oficialmente eu soube agora, 1h15 desta quinta-feira, 29 de novembro. 32 anos e uma semana depois da morte de meu Nonno, pai da minha guerreira Lucila. Joelmir José Beting foi encontrar o Pai da Bola Waldemar Fiume nesta quinta-feira, 0h55.

Sargento PM é morto por tenente depois de matar bandidos em SG


Sargento PM é morto por tenente depois de matar bandidos em SG

Dois anos após ser homenageado com moção de aplausos pelos bons serviços prestados como policial militar, o terceiro sargento do 12ºBPM (Niterói), Hélder Evânio Costa Damasceno de Carvalho, 34 anos, teve acarreira de 12 anos encerrada por uma tragédia, após um gesto de heroísmo: ele foi morto, por engano, por um colega de farda, após evitar um assalto a van na noite de terça-feira, em São Gonçalo.
Após matar dois homens que assaltavam passageiros de uma van, na rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), na altura do bairro Capote, Hélder, que estava à paisana, foi confundido como um dos assaltantes e morto pelo tenente Diego Costa Macedo, do 35º BPM (Itaboraí) que passava numa patrulha. Um dos criminosos e o sargento morreram no local. O outro assaltante morreu no Pronto Socorro de São Gonçalo.
O tenente Diego assumiu ter atirado em Hélder e se apresentou, espontaneamente, na 74ªDP (Alcântara). O cobrador da van Demistocles Fonseca Gomes também foi atingido por tiros e levado para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê.
Assalto - Segundo testemunhas, a van da Cooperativa Ascouta, vinha de Várzea das Moças em direção a Alcântara. Os dois criminosos anunciaram o assalto quando o veículo passava pelo km 8 da RJ-104, no Capote. Os bandidos obrigaram o motorista entrar numa rua que dá acesso à comunidade Bico de Lacre. O policial reagiu e disparou em direção aos dois, ainda dentro da van, que transportava 10 passageiros.
O tenente Diego Costa e outro policial, que realizavam serviço de supervisão, ouviram pedidos de socorro de passageiros que saíam da van e pararam para prestar ajuda. Diego matou o próprio colega ao confundi-lo com um dos bandidos. A arma usada pelos assaltantes era de brinquedo e foi apreendida junto com a pistola do PM.
Honras militares - O sepultamento do PM está marcado para manhã de hoje, no Cemitério Parque de Nicteroy, em Vista Alegre, São Gonçalo, com direito a honras militares.
Família soube do crime pela TV
Colegas de farda lamentaram a morte do sargento Hélder Evânio, que estava há 12 anos na Polícia Militar. Morador do Pacheco, em São Gonçalo, ele era lotado no 12ºBPM, mas prestava serviço no Fórum de Pendotiba. Hélder era casado e deixa dois filhos, um de 12 anos e outro de 10.
Familiares souberam da notícia pela televisão. Ainda em estado de choque, a mulher dele esteve, ontem, no Instituto Médico Legal (IML), mas não quis falar sobre o caso.“O Hélder era comunicativo, simples, honesto, querido pela família e colegas. Era mais que um amigo. Perdemos um policial digno e trabalhador”, disse subtenente Ricardo Garcia, relações públicas do batalhão.
Em 2010, Hélder foi homenageado
Em novembro de 2010, o sargento Hélder recebeu moção de aplausos na Câmara Municipal de Niterói pelos bons relevantes serviços prestados à cidade. A honraria foi concedida por iniciativa do vereador Emanuel Rocha. “O homenageado vem ao longo da sua trajetória de 10 anos na corporação, engrandecendo os quadros da Polícia Militar deste Estado e prestando relevantes serviços a nossa cidade. Exerce de forma exemplar o nobre labor de policial no 12º BPM onde se encontra lotado e, com dedicação e afinco, alça o nome da gloriosa Polícia Militar do Rio de Janeiro aos mais elevados patamares. Por todo o exposto, nada mais justo do que o homenageado ser agraciado com essa merecida honraria, através deste parlamentar, em nome do Poder Legislativo Municipal”, disse.
Delegado: ‘Infelizmente, PM morreu por uma fatalidade’
Em depoimento à polícia, o tenente Diego Costa Macedo disse que ao chegar próximo a van viu o cobrador caído e pedindo socorro. Segundo o oficial, o sargento Hélder, que estava à paisana, se encontrava de costas ao lado do adolescente ferido e teria se virado com a arma em punho na direção dele. Diego alegou ter feito o disparo por achar que o policial seria um dos assaltantes.
Abalado, ao perceber que tinha matado, por engano, um colega de farda, o tenente entrou em choque e se apresentou na 73ª DP (Neves). De lá, foi levado para a 74ª DP (Alcântara), onde o caso estava sendo registrado.
Segundo o delegado adjunto da 74ªDP, Robson Rodrigues, o tenente responderá por homicídio, mas com o excludente de ter agido em legítima defesa putativa (reação frente à possibilidade ser atacado).
“Infelizmente, o PM morreu por uma fatalidade. Hélder estava reagindo a um assalto, onde poderia ser morto caso tivesse a identidade descoberta. Já o tenente Diego acreditou estar acertando um bandido que tinha acabado de matar duas vítimas em um assalto dentro de uma van”, disse o delegado.
Em nota, a assessoria da Polícia Militar informou que o tenente Diego Costa Macedo, lotado no 35ºBPM (Itaboraí), está abalado com a situação e foi afastado do serviço externo. Ele será submetido a tratamento psicológico. Todos os PMs envolvidos na ação, as testemunhas que estavam na van e o motorista prestaram depoimento. Segundo o delegado Jorge Luiz da Silva Veloso, os policiais responderão pelo crime de homicídio em liberdade.
"Ele era um excelente policial. Tão querido por todos que nós e os amigos do fórum arrecadamos um valor para que a mãe e o irmão dele pudessem vir da Bahia ao sepultamento. E o tenente que efetuou os disparos também é um exímio policial, inclusive chegaram a trabalhar juntos aqui no batalhão. Foi uma fatalidade"
subtenente Ricardo Garcia
"Quando percebi que haveria um tiroteio, diminuí a velocidade da van e pulei pela porta. Não tive alternativa. Não sabia quem era policial ou bandido. Foi por Deus que eu e outros passageiros não fomos atingidos pelos disparos. Infelizmente, estamos sujeitos a isso todos os dias"
motorista da van
Mortos foram reconhecidos por outras vítimas
De acordo com a polícia, os dois mortos pelo policial militar, apesar de ainda não identificados, foram reconhecidos por vítimas de outros assaltos a vans na região. Baleados, um deles morreu dentro do veículo e o outro foi levado para o Pronto Socorro de São Gonçalo (PSSG), mas não resistiu. Conforme dados da polícia, um deles tinha antecedente criminal por tráfico de drogas, na comunidade Palha Seca e no Arsenal. (São Gonçalo - online).

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Major Olímpio coloca focinheira a mando do Governador Geraldo Alckmin


Major Olímpio coloca focinheira a mando do Governador Geraldo Alckmin

Deputado Major Olímpio fala sobre a ordem do governador, dada ao novo secretário da segurança pública, de colocar focinheira na PM

Discriminação e covardia.


Discriminação e covardia.

A advogada Andréia Cândida Vitor, por presenciar truculência policial pela PMPR, em via pública perto de sua casa, com desrespeito aos direitos de idosos, de...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Em carta, traficante justifica morte de PM em São Paulo


Em carta, traficante justifica morte de PM em São Paulo

DE SÃO PAULO

A Polícia Civil divulgou nesta quarta-feira (28) documentos que comprovariam que a facção criminosa PCC ordenou a morte de policiais militares em São Paulo. Os papéis foram apreendidos na tarde de ontem na casa de Cícero Júlio Machado Lopes, o Juninho, 36, em Itaquaquecetuba (Grande SP). Ele é apontado como um dos chefes do tráfico na região de Mogi das Cruzes. Entre os documentos apreendidos pelos policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) está uma carta, com data de 9 de julho, em que Lopes justifica o assassinato de um policial após uma discussão em um baile funk. Divulgação/Polícia Civil de SP Documentos apreendidos pela Polícia Civil na casa de Cícero Júlio Machado Lopes, o Juninho, 36 "Essa situação só ocorreu por o mesmo (PM) ter se apresentado (sic) como polícia", diz um dos trechos da carta. Lopes estava foragido desde maio, quando não retornou para o presídio de Valparaíso da saída temporária do Dia das Mães. "Ele cumpria pena por tráfico de drogas e recebeu direito de sair da cadeia no dia das Mães. Aproveitou o benefício para matar o policial e fugir", disse o delegado Sérgio Alves. A polícia ainda investiga qual PM foi morto pelo traficante. Os policiais também apreenderam na casa de Lopes a contabilidade do tráfico de drogas, lista com nomes de novos integrante do PCC e três "salves" -- comunicado enviado pela cúpula aos membros da facção.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2012/11/28/em-carta-traficant...