terça-feira, 1 de maio de 2012

Mendigos são humanos?


Mendigos são humanos?


Não! E mudo minha opinião apenas se alguém, com um grande poder de persuasão vier me contrariar, ou se realmente as pessoas começarem a olhar para si. Primeiro que morar na rua, implorar por dez centavos e ser frequentemente retratado como um perigo à sociedade, não é nada compassivo de alguém incluído nesse mundo tão ‘correto’.
E para confirmar a minha tese, fatos são concretos, porém nem sempre divulgados, como seriam se um desses moradores de rua espancasse algum político, por exemplo.
Por aqui, interior paulista, as coisas andam como no restante do país, mas a veracidade dos fatos e a compaixão de pessoas civilizadas são meramente maiores do que a dos brutos da capital.
Recentemente, um dos moradores de rua de Assis foi vítima de chacotas e ofensas morais, por alguns garotos mimados. Os moleques, com skates na mão e bonés para trás, diziam absurdos e gozavam da cara suja do homem.
O mesmo mendigo foi motivo de revolta entre moradores que até fizeram uma campanha para expulsá-lo da cidade. A alegação dos habitantes burgueses era de que o rapaz é muito agressivo e representava perigo à população. Pois é, quiseram expulsá-lo das ruas.
Mas o homem simpático e com um sorriso no rosto não é discórdia entre a maioria. Grande parcela de habitantes de Assis não o considera um perigo e sim um morador de rua simpático e, surpreendentemente, de bem com a vida.
Mendigos não são humanos, não podem ser.
No dia 27 de fevereiro, na capital nacional, um mendigo morreu após ter mais de 60% do corpo queimado, e outro permanece em estado grave no hospital. Os dois dormiam na rua, na cidade-satélite de Santa Maria, na periferia de Brasília. Sete pessoas foram ao local e queimaram primeiramente o sofá que os dois usavam para dormir. Depois, duas ou três pessoas voltaram e atearam fogo nos dois homens, usando provavelmente gasolina.
Os rapazes, um de 26 e outro de 42 anos, foram tratados como algo que não sei descrever, tratados como tantos mendigos espalhados por aí, e que se camuflam em meio dessa sociedade hipócrita e cruel.
Não me venha com essa de ONGS, bolsa família, bolsa carência, assistência social, etc. O que essas pessoas precisam é de civilização, desenvolvimento, progresso, cultura. Aquele mendigo de Assis, cuspiu no rosto da assistente social quando ela foi oferecer ajuda, mas não pense que ele foi mal educado ou que se deixasse ele a mataria. Ele cuspiu na hipocrisia, na divergência, ele se revoltou com um sapato de salto alto e um sorriso amarelo oferecendo comida e abrigo, por mera obrigação, como acontece sempre no nosso país.
Mendigos são humanos? Não!
Eles passam frio, calor, fome. Comem terra, lixo e restos. Bebem água da chuva, ou sua urina. Não tomam banho, nem conhecem uma escova de dente. Humilham-se, suplicando por alguma moeda, são tratados como selvagens soltos no meio da civilização. E ainda assim, nos dão bom dia, boa noite, boa tarde, e sorriem com um aperto de mão.
Acho que os mendigos somos nós, e eles é que são os humanos.

PR: Policiais militares repudiam Richa


PR: Policiais militares repudiam Richa


Mais uma encrenca entre o governador Beto Richa e policiais militares.

Nota de repúdio às declarações do governador Beto Richa


            A Associação de Praças do Estado de Santa Catarina (APRASC) manifesta sua indignação em relação à declaração do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), de que é bom que os policiais paranaenses não tenham diploma porque gente formada é muito insubordinada. A declaração, desrespeitosa, preconceituosa e infeliz, foi feita para a Rádio CBN, na quinta-feira (26 de abril), e replicada por jornais e blogs policiais.
            Enquanto a sociedade brasileira exige segurança pública de qualidade, através de um trabalho que alia inteligência, tecnologia e experiência, a declaração do governador serve como um desestímulo à educação, ao conhecimento e à cultura dentro da polícia. Além do mais, o estudo contribui com a humanização das polícias.
            O estímulo à educação é um dever do Estado, e a declaração de Richa trabalha contra essa missão constitucional. Além do mais, o governador confunde conceitos como disciplina e subordinação com ausência de reflexão e pensamento crítico.
            É certo que essa declaração não é isolada, mas representa uma visão de alguns setores políticos e de gestores da segurança pública, a qual, felizmente, está cada vez mais incomum.
            A APRASC, desde sua criação, defende a formação superior multidisciplinar para ingresso nas corporações militares (Polícia e Bombeiro) - o que foi conquistado há três anos em Santa Catarina, depois de muita luta. Mais que isso: a representação dos praças também defende a contínua educação e mobilidade funcional dos agentes em segurança, através de cursos de formação e aperfeiçoamento, além de cursos de pós-graduação. 
            Também defendemos a flexibilização dos horários de trabalho para que os policiais e bombeiros possam se dedicar aos estudos, tanto de nível médio, superior e pós-graduação.
            Quem ganha com isso, notadamente, é o conjunto da sociedade, que deseja segurança pública de qualidade e gratuita.
Sargento Amauri Soares
Associação de Praças do Estado de Santa Catarina
Florianópolis, 27 de abril de 2012


Expulsão de militares em SE suspeitos de chacina depende de documento


Expulsão de militares em SE suspeitos de chacina depende de documento


Promotor revela que tenente tem condenação por assalto

A chacina ocorrida no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) na última sexta-feira (27) chocou a população sergipana, após um assalto e troca de tiros na avenida Santa Gleide, na Zona Norte de Aracaju.

Na ocasião um irmão de um Policial Militar, um suspeito do crime e outro homem que foi atingido por uma bala perdida foram levados para o Huse. Dois irmãos, sendo um tenente da PM e o outro um soldado, são apontados como autores dos disparos que resultou no triplo homicídio no hospital.

Nesta segunda-feira (30), um representante do Ministério Público e da Polícia Militar, além do presidente da Ordem dos Advodados do Brasil (OAB), revelaram as ações que serão realizadas pelas respectivas instituições diante dos policiais suspeitos da chacina.

A PM diz que depende de documento da Polícia Civil para revelar se vai haver expulsão ou não dos militares suspeitos de homicídios.

“Com relação aos policiais que estão respondendo na delegacia de homicídios, nós vamos aguardar o encaminhamento de documentação para a corporação para que avalie se é caso ou não de submetê-los algum procedimento administrativo visando a sua permanência na corporação”, revelou o assessor de comunicação da Polícia Militar, capitão Charles.

De acordo com o capitão, outros policiais serão investigados para identificar se houve prevaricação. "A PM acompanhou o depoimento dos dois policiais que se apresentaram na tarde do sábado (28) e de imediato já instaurou um inquérito para apurar uma suposta prevaricação por parte de alguns policiais militares que estariam no hospital e teriam permitido que os PMs suspeitos de atirar saíssem do local sem receberem voz de prisão".

O presidente da OAB, Carlos Augusto Monteiro, explicou que se os abusos realizados por policiais não forem punidos a Ordem entrará com um procedimento judicial.

“Por conta desse senso de vulnerabilidade dos cidadãos sergipanos a OAB irá solicitar audiência com o Governador do Estado para que medidas enérgicas sejam adotadas. Agora se eventualmente isso não prosperar fatalmente iremos levar toda essa discussão aos nossos conselhos para deliberação que poderá encadear uma medida judicial”, disse o advogado.

Segundo o promotor Jarbas Adelino, a participação de outros policiais que facilitaram uma possível fuga dos envolvidos na chacina será investigada.

“O Ministério Público vai determinar a instauração de inquérito Policial Militar (PM) para apurar a conduta de outros policiais militares, por ventura, que tenham não participado do crime, mas que tenham estado lá e que de alguma forma tenha praticado ato ilícito de auxílio na fuga ou qualquer fato que possa se enquadrar no Código Penal Militar (CPM)”.

O promotor destacou também que o tenente já possui uma condenação por assalto há oito anos e 4 meses. “O Tribunal de Justiça confirmou essa condenação, mas o processo está em grau de recurso especial no Superior Tribunal de Justiça”

Instituto federal implanta curso para adestradores de cães-guia


Educação profissional

Instituto federal implanta curso para adestradores de cães-guia


 Cães da raça golden retriever estão entre os mais adequados para servir de guia a deficientes visuais (foto: entretenimento_r7_com)O campus de Camboriú do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense vai oferecer, a partir do segundo semestre, os primeiros cursos técnicos de treinador e de instrutor de cão-guia na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. As obras do centro de formação, que servirá de projeto-piloto para iniciativas semelhantes, devem estar concluídas na metade do ano. 

O cão-guia é adestrado para acompanhar deficientes visuais. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 45 milhões de pessoas apresentam algum tipo de deficiência. Destas, 528.624 têm deficiência visual e outros seis milhões, baixa visão.

Os cursos, com 1.440 horas de aula cada um, foram aprovados recentemente pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e constarão da próxima edição do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, prevista para este ano. O treinador é responsável por ensinar e adestrar o cão. O instrutor cuida da adaptação e da formação de dupla entre o deficiente visual e o animal, conforme as características físicas e comportamentais de ambos.

No primeiro ano de funcionamento do curso, serão oferecidas cinco vagas no período diurno e em tempo integral, no campus. A quantidade de alunos toma como base o número de cães necessários para o treinamento — o aproveitamento deve ser de no mínimo seis cães treinados por estudante ao longo do curso.

A escassez de fornecedores de filhotes adequados leva à limitação do número de vagas. A coordenadora da implantação do centro em Camboriú, Márcia Souza, professora do Instituto Federal Catarinense, explica que serão necessários pelo menos 30 cães para o início dos trabalhos. “No Brasil, as melhores raças para trabalhar são golden retriever e labrador”, diz Márcia. “São animais que não têm aparência agressiva, nem provocam medo, além de serem muito inteligentes.”

Em razão da carga horária e da metodologia de trabalho, os estudantes ficarão hospedados nas dependências do próprio centro. “Os alunos residirão no centro durante um ano, pois têm de acompanhar os cães a serem treinados”, explica Márcia.

Adaptação — Durante a fase de formação de duplas, os deficientes visuais candidatos a receber um cão-guia serão recebidos no instituto federal para adaptação e instrução. A entrega dos cães seguirá padrões nacionais e internacionais de comodato — empréstimo gratuito de algo a ser restituído no tempo convencionado pelas partes —, com base nos direitos e deveres envolvidos na parceria.

O centro de treinamento, com 1.750 metros quadrados, contará com salas de aula, miniauditório, alojamentos para alunos e pessoas com deficiência visual, canil e clínica veterinária, entre outras instalações. 

Assessoria de Comunicação Social, com informações do Instituto Federal Catarinense


Confira o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos
Palavras-chave: instituto federal, cão-guia, treinador, instrutor

SP: ABC será exemplo para ações do novo comando da PM no Estado


SP: ABC será exemplo para ações do novo comando da PM no Estado


Novo comandante diz que continua com objetivo de tornar o ABC uma das regiões mais seguras do Estado
O novo comandante da Polícia Militar em São Paulo, coronel Roberval Ferreira França, quer levar a experiência adquirida durante o período de atuação no ABC para outras regiões do Estado. França comandou a PM na região durante nove meses.
Durante o período em que esteve à frente da Polícia Militar na região, o comandante adotou novas metodologias de análise criminal, que na sua avaliação, foram importantes para a queda nos índices de crimes registrados no período.
“Esperamos testar em outras regiões metodologias como os mapas dos crimes e matriz de gravidade para analisar tendências de crimes em horários específicos”, explica o comandante. Campinas e a Baixada Santista devem ser as primeiras regiões a contarem com projetos pilotos de análise criminal que nasceram no ABC.
Enquanto Roberval esteve no comando da PM no ABC, a região também foi pioneira no teste de novas tecnologias. Viaturas da corporação foram equipadas com sistema de conexão 4G, o que permite a transmissão de imagens e facilita a identificação de criminosos.
Em entrevista concedida ao RD nesta quarta-feira (25/04), Roberval fez um balanço positivo do período em que esteve no comando da PM na região. Ele comemorou os avanços obtidos, mas afirmou que a missão ainda não foi cumprida.
“Experimentamos sucessivas quedas nos índices criminais. Segurança é um direito fundamental das pessoas. Do meu ponto de vista minha satisfação só virá quando o ABC se tornar um dos lugares mais seguros do Estado. Ainda não desisti deste objetivo”, garante o comandante.
Na opinião de Roberval Ferreira França, as cidades do ABC possuem características diversificadas, que enriqueceram sua experiência no comando da PM. “O Grande ABC é um extrato de tudo o que existe no estado de São Paulo. Temos cidades com grande desenvolvimento econômico, outros municípios com grande concentração demográfica. Há áreas de preservação ambiental, e também grandes eixos rodoviários. É uma diversidade muito grande do ponto de vista de segurança pública”, avalia.
Na tarde desta terça-feira, o comandante geral da PM concedeu sua primeira entrevista coletiva, um dia após a cerimônia que marcou a transmissão de cargo. Ele anunciou que 56 policiais militares que estão no presídio Romão Gomes vão ser transferidos para cadeias comuns.
Novo comando – O coronel Helson Léver Camilli foi nomeado no último sábado (21/04) como novo comandante na PM no ABC. O comandante geral, Roberval França, promete todo o apoio necessário. “Ele vai ter em mim um observador qualificado das questões do ABC”, afirma.