sábado, 13 de dezembro de 2008

Médica é assassinada na porta de casa em São Paulo

Redação CORREIO

Uma médica foi assassinada por volta das 23h30 desta sexta-feira (12) ao tentar escapar de três assaltantes que a abordaram na porta da casa do irmão dela, no Jardim Esmeralda, em São Paulo. Para evitar que os sobrinhos saíssem de casa no momento da abordagem, Nadir Oyakawa, 54 anos, buzinou e foi baleada.

A morte interrompeu uma noite de comemorações, era dia de festa para a família: formatura da sobrinha e aniversário de outro sobrinho. Até o início da tarde deste sábado (13), os criminosos não foram localizados.

As imagens gravadas por uma câmera de segurança são a principal pista da polícia para identificar os criminosos responsáveis pela morte. A câmera está instalada em frente ao local do crime e pode ter registrado toda a ação.

(Com informações do G1)

Política de juros ajudou a diminuir pobreza no país, diz estudo da Cepal

Redação CORREIO

A redução da inflação e a política de juros do Banco Central ajudaram o Brasil a reduzir progressivamente o número de pobres e indigentes do país, segundo estudo da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal).

As estimativas do Cepal, que ainda não fechou os dados para 2008, são de que o Brasil, dando continuidade às políticas de 2006 e 2007, reduzindo o índice de pobreza em 3 pontos percentuais. Porém, também por conta da inflação no preço dos alimentos, 4 milhões de pessoas na América Latina e Caribe não conseguem deixar a pobreza.

O indicador de pobreza que o órgão utiliza é referente à capacidade de compra das pessoas comparada com uma cesta mínima de calorias. Subindo o preço da cesta, as pessoas compram menos bens e podem cair para índices de pobreza e pobreza extrema.

Bons resultados

Para especialistas, a política de juros do BC cumpriu o seu papel de manter a inflação sob controle e, conseqüentemente, a ajudar na manutenção de uma taxa de juros mais baixa.

Nesta semana, o BC manteve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, tornando o Brasil campeão em termos de taxa real. A ação foi criticada por setores industriais, que esperavam uma baixa na taxa.

Outros fatores que o estudo considera como relevantes para a diminuição da pobreza são o crescimento da economia e também na renda da população. Até julho, a cotação de dólar também estava em queda, o que ajudou a impedir uma alta de preços.

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América Latina tem 184 milhões de pessoas na pobreza

Pau da Lima ganha uma unidade do SAC

A TARDE On Line

O bairro de Pau da Lima ganhou, neste sábado (13), um posto do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC). A unidade é a décima a ser inaugurada em Salvador e a 27ª em todo o Estado. O posto vai funcionar no interior do Supermercado Maxxi, localizado na Rua Parque Rural Ascensão, s/n, das 8 às 14h.

De acordo com a Secretaria da Adminstração (Saeb), no total, de 30 funcionários realizarão, em média, mil atendimentos por dia, como a emissão de carteira de identidade, carteira de trabalho, antecedentes criminais, CPF, além de intermediação de mão-de-obra e seguro desemprego.

“Eles ofereceram o espaço e nós montamos a estrutura. Vai ser bom para a loja e mais ainda para a comunidade que vai contar com serviços gratuitos”, afirmou o governador Jaques Wagner.

Com um acréscimo de mais de um milhão de atendimentos em dois anos, a rede SAC deve inaugurar mais um posto na cidade, no Salvador Shopping. A previsão da Saeb é que nova unidade seja inaugurada no início de 2009.

Consumo de crack cresce 140% em Salvador


Deodato Alcântara, do A TARDE

A cena é cada vez mais degradante, entre adolescentes, adultos e até mesmo idosos moradores de rua de Salvador, principalmente os que perambulam entre a região da Calçada (cidade baixa) e o Farol da Barra, incluindo o Centro Histórico. Quase impossível apontar algum deles que não faz uso de crack, a droga cuja circulação cresceu 140% este ano na capital baiana, atingindo várias camadas sociais, segundo o Departamento de Tóxicos e Entorpecentes.



Algumas ruas de Salvador já estão marcadas pelo estigma do crack, tornando-se locais de encontro para os viciados a qualquer hora do dia. Na Rua 28 de Setembro, bem próxima à Praça Municipal onde fica a sede da Prefeitura, é comum ver pessoas com os cachimbos acesos e consumindo a droga desde as 8h até a madrugada. O mesmo acontece na Rua do Gravatá (rua transversal à famosa Baixa dos Sapateiros), onde pessoas de todas as idades perambulam pelos passeios, ou sentam-se nos portais, fumando os cachimbos ou esperando passar o efeito da droga para acender a próxima pedra.



Como se já não fosse tão grave, o problema se expande ao aliar-se a outros, como o furtos, roubos, a prostituição e, em conseqüências mais extremas, ao assassinato e à morte do usuário pela degradação física e mental que a droga causa. Neste quadro cabem personagens diversas, desde os que foram abandonados pelas famílias, os que fugiram de casa por causa do vício e, ainda, os que já seguem a tradição dos antecedentes, mortos pelas drogas.



Prostituição - É o caso de Vanessa Souza Santos, 20 anos, moradora de rua e garota de programa no centro de Salvador. "Nasci e fui criada aqui. Meus pais são da Cidade Nova (bairro de baixa renda da capital baiana), mas morreram por causa do crack", afirmou, em entrevista entremeada por pedidos de "um real". Vanessa anda a maior parte do tempo ao lado de Ana Paula Maria dos Santos, 18, e Bruna Sampaio, 20, com quem divide os prazeres e os problemas que lhe reservou o destino.



"Cobro quinze reais pelo programa, mas elas chegam a fazer até por dois reais. Não se valorizam", acrescentou Vanessa, ao lado das amigas, detalhando os atos a que se submete e apontando os locais onde podem ser encontradas nas madrugadas.



"Só é ruim por causa dos oprimidores (sic), que espancam a gente e tomam nosso dinheiro. O que sobra gasto com comida, refrigerante e o fumo, que também sou filha de Deus", disse, sorridente. Os 'oprimidores' seriam os policiais e outros criminosos da região, e o fumo seria "a maconha e a pedra".



Na rotina de Vanessa, diz ela, está a ajuda de um idoso morador da Praça da Sé. "Quando acordo, passo lá, tomo banho, como alguma coisa e transo com ele, depois volto às ruas". Diferente das colegas. "Elas não têm um corôa prá dar na mão".



Mas, se não tem um 'namorado', Bruna tem os pais, no bairro de Itapuã, porém, jura que não espera a ajuda da família. "Nunca. Jamais voltarei para casa. Tive problemas de família muito graves, vou morrer nas ruas", garante. A mesma mágoa de casa tem sua amiga Ana Paula. "Briguei com minha família, no Lobato (bairro) e deixei minha casa há cinco anos. Depois meus pais morreram e fiquei por aqui mesmo". Na primeira gravidez ela perdeu um casal de gêmeos e agora tem uma filha, de quatro meses, que vive com o pai, na Ilha de Itaparica.



"Profissões de rua" - Além da prostituição, outros dois tipos de prestação de serviço estão entre os mais comuns entre os usuários de crack que vivem nas ruas de Salvador: flanelinha e reciclador, ou ambos. "De dia, guardo carros, à noite, queimo a pedra e durmo, mas sempre com um olho aberto e outro fechado; é muito perigoso, como não me envolvo em coisa errada, sempre tem os invejosos", disse Anderson Andrade de Jesus, o Capenga, 28 anos (14 deles vivendo nas ruas).



"Desde que saí de casa uso a pedra, mas sou moderado. Sei que ela mata rápido, se vacilar", ressalta. Como outros usuários, Capenga diz não ter colegas que não façam uso de crack e que já viu muitos morrerem, principalmente por causa de dívidas com traficantes. Também não admite saber quem são nem onde moram os fornecedores de drogas, mas dá dicas de onde se abastece: "Mais, ali, na Rua do Gravatá (chamada de cracolândia por policiais e pelos próprios usuários), também na Rua 28 de Setembro e no Farol da Barra, mas a gente acha em qualquer lugar. Tem uns meninos aí que dão o canal e a gente pega. É só entrar dinheiro".



Ele garante que o "primeiro dinheiro" é o da comida (PF, na quentinha). "Daí compro duas pedras. Quando acaba, mais duas, e por aí vai. Se pegar muito posso ser abordado e preso como traficante ou algum policial chega e toma", explica. Natural de Feira de Santana (109 km de Salvador) e filho de lavradores, Capenga disse não saber explicar porque saiu de casa aos 14 anos.



Diferente de seu conterrâneo Edmilson dos Santos Lima, 32, que já teve casa, mulher e filhos quando era guardador de carros, no Campo da Pólvora, até viciar-se em crack, há cerca de quatro anos. "Minha família me abandonou e entrei em desgraça, acabei parando nas ruas".



E a perda da referência familiar foi também o que alegou Nivaldo Santos, 35, usuário de crack há três anos. Reciclador no centro da capital, ele disse que mora em um barraco no subúrbio de Fazenda Coutos e que passou a usar drogas assim que perdeu a mãe e o irmão. "Trabalho prá poder fumar. Já tentei parar, mas um centro de recuperação não custa menos de R$ 180 por mês. Uma freira prometeu me levar para um, mas ela nunca mais pareceu".



Anderson Capenga, Edmilson, Nivaldo, Bruna, Ana Paula, e tantos outros que se declararam usuários "da pedra", como a idosa Dalva Santos, 65, Nem, Sérgio e "Já Morreu", encontram-se quase todas as manhãs, por volta das 7 horas, na fila da Igreja de São Francisco, onde recebem um lanche para começar o dia. Mesmo cedo, geralmente, já estão entorpecidos.



Repressão - Se o Estado não acena com medidas de atendimento e tratamento a esses usuários, acaba surgindo apenas como uma mão repressora às drogas. O Departamento de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, que engloba três unidades especializadas em tóxicos), registrou, nesses 11 meses, um aumento entre 150% a 180% na circulação de crack no Estado.



"Até novembro, só as unidades do DTE apreenderam quase 23 quilos, contra 8,5 em todo o ano passado. Em Salvador houve uma alta de 140% na circulação dessa droga", informou o delegado Hélio Jorge, diretor do DTE.



Já o Centro de Documentação e Estatística Policial (Cedep) contabilizou 72,8 quilos apreendidos no Estado, de janeiro a setembro (dados de outubro e novembro ainda em fechamento), apesar de algumas delegacias não terem cumprido a determinação de fornecer os dados ao setor. Em 2007, o Cedep não tinha o recorte estatístico isolando as apreensões de crack. "Mas as investigações mostram que houve um crescimento de entrada em todo Estado, bem superior a 100%, por isso mais apreensões e mais prisões", afirmou Hélio Jorge.



Na última campanha eleitoral, o então candidato à reeleição (que acabou vencendo o pleito), João Henrique Carneiro, prometeu que, no segundo mandato, pretende reforçar os programas de cidadania já existentes, ampliando os espaços esportivos da cidade e fortalecendo a ação da Secretaria de Desenvolvimento Social.



"Nossa proposta é criar o Centro Público Municipal, com a função de atender os usuários de drogas que desejam abandonar o vício, especialmente aqueles que perambulam pelo Centro Histórico", garantiu, como candidato, o que a comunidade espera ver acontecer a partir de janeiro.


PM mata a esposa e depois comete suicídio no CAB


Valmar Hupsel Filho, do A TARDE

Inconformado com o processo de separação, o capitão da Polícia Militar (PM) Antídio Marcelo Oliveira Cunha, 40 anos, atirou contra a companheira, a sargento da PM Adla Michele Dutra Batista, utilizando uma pistola 9mm, e em seguida se matou.

O homicídio seguido de suicídio aconteceu por volta das 13 horas deste sábado, dia 13, dentro do carro de Antídio, um gol preto de placas JPY-0109, que estava estacionado na 3ª Avenida do Centro Administrativo da Bahia (CAB), em frente à Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem).

O casal tinha um relacionamento de cinco anos e deixa um filho de dois. Formado em Direito, Antídio estava na polícia há mais de 16 anos e há oito atuava no Departamento de Apoio Logístico (DAL). Ele chegou a exercer o cargo de vice-presidente da Força Invicta – Associação de Oficiais da Polícia Militar da Bahia.

Já a sargento Adla Michele era ligada ao Batalhão de Guardas e trabalhava no Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (Ipraj). O casal morava no conjunto Bosque Imperial, em São Marcos, próximo ao local do crime.

CRIME – “Foi uma fatalidade. Um caso que, infelizmente, vemos quase todos os dias, mas que hoje envolve colegas de farda”, definiu o major da PM Ricardo Guimarães, da 49ª CIPM (São Cristóvão).

Vigilantes que trabalham na Flem e na sede das Voluntárias Sociais do Estado da Bahia (VSBA) disseram à polícia que o gol preto estava estacionado no local do incidente desde as oito horas da manhã. “Eles desconfiaram de que poderia estar acontecendo um assalto até que ouviram os estampidos”, disse Guimarães.

O coronel Jorge da Silva Ramos, diretor do Departamento de Apoio Logístico (DAL) da PM, onde Antídio era lotado, disse que recebeu a informação de que ele teria matado a mulher e correu para o local. “Não deu tempo, quando estava chegando ao CAB recebi a notícia de que Antídio teria se matado”, completa.

Ramos lembra que há cerca de 20 dias foi procurado pelo capitão, que pedia ajuda para enfrentar a separação. “Ele entrou na minha sala e chorou”, relatou, após lembrar que Antídio vinha sendo assistido pelo psicólogo da corporação. “Tínhamos medo que pudesse acontecer alguma coisa, mas não esta tragédia”, assinala.

Antídio será enterrado no Cemitério Jardim da Saudade e Adla Michele no Campo Santo. Os horários dos sepultamentos não foram divulgados.