segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Adolescente é morto e outro ferido a tiros em briga em Feira de Santana

A Tarde on line
O adolescente Rodrigo Oliveira Nascimento, 13 anos foi assassinado com um tiro na cabeça na noite deste domingo, 10, em Feira de Santana (a 108 km de Salvador). O crime foi cometido por um grupo de rapazes que teria se envolvido em uma briga com os amigos da vítima. Um primo do menino, Felipe Oliveira Araújo, 16 anos também foi baleado e está internado em estado grave no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA).Segundo familiares das vítimas, os garotos participaram de uma festa em uma casa de show na cidade, onde houve uma briga envolvendo vários rapazes. Ao final da festa, os primos retornavam para casa quando foram abordados por outros adolescentes. Eles teriam sido espancados antes de ser baleados. “O Felipe quando viu o grupo se aproximando, mandou o Rodrigo correr, mas quando tentou sair foi alvejado com um tiro na cabeça”, contou um familiar, que acrescentou que os assassinos teriam ainda levado as roupas e tênis de Felipe.Felipe foi alvejado com um tiro no tórax e foi submetido a intervenção cirúrgica, segundo informações médicas do HGCA seu estado de saúde é delicado. O corpo de Rodrigo está no Departamento de Polícia Técnica (DPT) para ser necropsiado.O crime está sendo investigado pelo delegado Madson Sampaio titular da 2ª Delegacia. Rodrigo foi o terceiro adolescente assassinado no bairro George Américo este ano. No início do mês, dia 02, foi atingido por uma bala perdida o estudante Dionilson Santana Barros, que tinha apenas 14 anos, quando conversava com amigos em uma praça do bairro.Também vítima de bala perdida a garota Jéssica Lopes Machado, 12 anos, foi morta com um tiro no pescoço no inicio deste ano. Apenas a morte de Dionilson Santana teve o autor identificado e preso pela polícia.

Anvisa suspende propagandas de medicamentos

A TARDE On Line
A Anvisa proibiu a propagando do Chá de Amora Miura, divulgado através da internet. O produto, da empresa Comercial de Alimentos Meninos do Campo, não tem registro no órgão. A Anvisa também suspendeu as propagandas do medicamento Mirador, que atribuam características superiores ao que este remédio oferece e também comparação com outras substâncias.

domingo, 10 de agosto de 2008

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Mercado de antiguidade promete virar loja oficial da Olimpíada após Jogos

Rodrigo BertolottoEm Pequim (CHN)
"Liga para mim na próxima semana, e eu consigo alguma coisa para você. Talvez eu consiga um exemplar da tocha para você levar para o Brasil." O vendedor está cercado de vasos da dinastia Ming, objetos cristãos e memorabilia comunista.
O pedido inusitado faz o comerciante improvisar. Terá que mobilizar seus contatos para conseguir o item desejado. Qual seria o preço? "Depende quanto trabalho eu levar para achá-la. Pode ser 800 ou 1.000 yuans", estipula o senhor Fang. Parece caro R$ 200 ou R$ 250. Afinal, o item se espalhou pela China depois de dias e dias de trajeto até a pira, que será acesa nesta sexta no estádio Olímpico. Há, porém, sempre espaço para a barganha atrás de um valor que não passe da metade do preço sugerido.
O mercado de antiguidade Pan Jia Yuan virou uma referência para quem vai a Pequim atrás de fina arte de decoração dos chineses. O problema é que os objetos autênticos que fizeram fama do local já se foram faz tempo. Principalmente no galpão principal, onde os ambulantes espalham cacarecos e penduricalhos sobre toalhas.
Um deles tenta convencer que a caixa com tabuleiro e peças de xadrez são de "1.000 anos atrás". Pede 500 yuans, para logo pedir sorridente 200 yuans. A mesma tática é usada com um antigo mahjong, jogo que tem sistema parecido ao da paciência do baralho, mas que utiliza pedras como o dominó, mas com figura de plantas e ideogramas. Nada disso é tão antigo e algumas dos artigos podem ter sido forjados na semana passada. Essas reproduções, contudo, são ótimas, o que pode indicar que se aparecer uma tocha olímpica por lá pode ser uma réplica que nem levou o fogo dos Jogos.
De qualquer forma, o governo chinês só permite que o estrangeiro saia do país com objetos posteriores a 1795. Portanto, não adianta tentar achar uma obra milenar. E melhor se concentrar em comprar nas lojas oficiais de produtos licenciados ou nas barraquinhas de piratas, que conseguem escapar da promessa do governo local de barrar a atividade. Mas dentro de duas semanas, esses Jogos de Pequim farão parte do passado tanto quanto os últimos imperadores na Cidade Proibida ou a invasão japonesa.
Os itens esportivos são poucos no mercado Pan Jia Yuan. No corredor de selos, alguns álbuns guardam exemplares chineses, como a série de 1980 que celebrou a Olimpíada de Moscou, da qual a China acabou não participando. Há fotos de pingue-pongue e jogos de mesa, mas a leva esportiva está mesmo esperando que o maior evento da área passe pela capital chinesa.
Por enquanto, o que domina por lá são objetos de decoração, móveis e instrumentos - até caco de cerâmica é comercializado por lá. Um dos vendidos são os relógios e despertadores com os braços de Mao Tse-tung, líder da Revolução Comunista de 1949 que continua reverenciado no país, apesar de já ter virado um objeto pop.
Mas com as vendas em baixa nos dias de semana (sábado e domingo são mais movimentados), os vendedores fazem sua Olimpíada particular de carteado. Entre uma mão e outra, olham os visitantes e gritam "luca, luca" e "guda, guda", querendo dizer look (veja) e good (bom).